História do Kitesurf
Autor: Peter Lynn (provavelmente em 2001/2002) – A Brief History of Kite Surfing – Editado por Kane e Steph – Original em inglês: http://www.aquilandiafestival.com/inter2-surf1.htm

Controlar a força das pipas para um propósito prático é provavelmente tão antigo quanto a própria invenção das pipas. Muitos dos amantes dos kites suspeitam que as pipas foram inventadas na china, entretanto na Ilha de Celebes na Indonésia (Sulawesi em indonésio) existe uma boa quantidade de folhas que voam tão bem como uma pipa por um simples ponto de fixação. Elas não requerem cauda (rabiola) para estabilização e apenas o trabalho de retirá-la da árvore é necessário. A Combinação destas folhas com linhas de pesca tem sido usada naquela região por mais de 10.000 anos, e canoas (ou seu antecessor o tronco esculpido) com o velejo com pipas “Kitingsailing”, poderia concebivelmente ter sido originado naquela região. A relação passiva do ato de ser traccionado para frente por uma pipa de uma linha, não permitiria nenhuma direção que desviasse além do sotavento. Para outras direções, alcançadas em angulação contra-vento, por exemplo, seria necessário o uso de pipas controláveis. Neste campo, George Pocock – o pai do kite de tração – conseguiu uma patente da primeira pipa com poder de fazer um curso a barlavento. Isto foi realizado com uma carroça movida por uma pipa com um sistema de quatro linhas, em Bristol na Inglaterra, 170 anos atrás. O engenhoso inovador tinha a intenção de estabilizar o poder da pipa para usar como alternativa à utilização de cavalos. Em parte por evitar a execrada tributação dos cavalos que era cobrada naquele tempo. O sistema de Pocock provou os princípios da pipa de tração, mas não era particularmente prático. Seguindo o empenho de Pocock, a pipa de tração progrediu muito pouco por 150 anos, excetuando o pioneiro da aviação Samuel Franklin Cody, que em 1901 navegou no canal da Mancha puxado por uma pipa.

No final dos anos 70 o desenvolvimento da tecnologia do kevlar e depois das linhas de vôo de spectra e de pipas controláveis razoavelmente eficientes (com Lift/Drag > 3.0) fez o sonho de Pocock da pipa de tração possível afinal.

Em 1978, um catamarã movido à pipa desenvolvido pelo americano Ian Day “FlexiFoil” ultrapassa a velocidade de 40 Km/h.

Na década de 80, foram feitas várias tentativas esporádicas - bem ou mal sucedidas - de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelos, esquis, esquis aquáticos, entre outros. As pipas eram aplicadas com qualquer coisa que deslizasse ou rolasse na face da terra ou do mar. A década passou, mas ainda permanecia um eletrizante sentimento no seio daquele trabalho, que sinalizava no campo da tração, visões de rupturas eminentes.

O primeiro sucesso significativo veio com o desenvolvimento prático do “kitebuggying” em 1990, em Argyle Park em Ashburton na Nova Zelândia. Com a concepção precursora da moderna tecnologia de pipa “parafoil” – O “Peel” - em conjunto com o “buggy” de três rodas, Peter Lynn deu nascimento a um outro esporte mundial, com mais de 14.000 unidades de “buggies” de Peter Lynn vendidas até 1999.

Um considerável número de outras empresas fabricam “buggies” agora. As pipas evoluíram rapidamente após os anos 90, liderados largamente pelo significante e altamente competitivo mercado provido por intermédio dos “kite buggying”. Entretanto, o desenvolvimento do kite “buggying” que era para ser pré-definitivo para o sucesso do kitesurf moderno, não foi assimilado como tal. O kitesurf moderno foi guindado sobre quase uma independência do “buggying”.

Foi o trabalho de duas famílias, uma americana e uma francesa, também na década de 80, que iniciou a cronologia para que o kitesurf chegasse à forma que se tem atualmente. Os Roeselers nos EUA’s e os Legaignouxs na França se tornaram nos irmãos Wright da recente historia do “kitesurf”.

Em 1982, Bill Roeseler projetista da Boeing, com seu filho Corey, também um engenheiro e esquiador aquático de classe mundial, ocuparam-se por muitos anos experimentando velejar com pipas de tração, “buggies” e barcos. Eles chegarão ao sucesso patenteando em 1994 (patente n.º US5366182) o sistema “KiteSki”, o esqui aquático movido por um “kite” delta de duas linhas controlado por uma barra montada com uma manivela/freio. Aplicado comercialmente em 1994, o “KiteSki” tinha genuína capacidade de redecolagem d’água. Isto é conseguido, recolhendo-se as linhas até que a ponta do “kite” seja alcançada. Desta forma o “kite” é manualmente redecolado com as linhas bem curtas, então o kitesurfista vai soltando a trava e o “kite” vai ganhando altura até ganhar força novamente. O “KiteSki” gerava uma força suave em ventos fortes e tinha uma excelente performance a barlavento, especialmente em condições de vento inconstante ou rajado.

Em 1995 Corey visitou Peter Lynn no lago Clearwate na Nova Zelândia (Lynns infamous testing ground situated in the Ashburton Alpine Lakes area). Corey impressionou Lynn com a velocidade, balanço e o ângulo a barlavento que ele conseguia com seu “kiteSki” – Um feito não igualado por ninguém na Nova Zelândia até 1998. No final dos anos 90, a invenção de Corey, tinha evoluído para uma prancha única, o que era mais próximo para uma prancha de surf. Corey e Bill certamente merecem o sucesso e a gratidão da comunidade kitesurfística e suporte pelos anos de pioneirismo técnico e promoção do esporte.

Os irmãos, Bruno e Dominique Legagnoix da costa Atlântica de França colocaram também suas vidas e almas em fazer o kitesurf um esporte prático, trabalhando nele em tempo integral no final da década de 80. Peter Lynn primeiramente encontrou-se com o Legagnoixs e testou sua descoberta do projeto chamado “Wipika” em um regata de “kitesailing” na Itália em 1995. O Wipika, descrito como “uma nesga esférica”, ou às vezes mais entusiasmadamente como “uma grande fatia de limão” tem uma estrutura pré-formada de tubos infláveis.

Este projeto tem um sistema simples de cabestro, principalmente nas suas conexões (wingtips) que reduz a possibilidade de emaranhar o cabrestro (bridle tangles) e facilitam a amplitude de seu arco extremo. A virtuosidade desta forma é a enorme facilidade da redecolagem da água, quase sempre possível sem enrolar por dentro, contanto que o vento esteja acima de um nível mínimo. Os kites de Wipika dominaram a maior parte kitesurfing pelos últimos três anos especialmente em Maui. Os desenhos dos kites parafoil ram-air que dominaram a cena dos buggies por quase dez anos, vem agora ganhando aceitação entre os kitesurfistas. Muitos kitesurfistas estão usando agora kites do tipo foil (folha), mesmo em mar adentro (offshore), especialmente desde o desenvolvimento de válvulas de ar para o bordo principal (ou bordo de ataque, ou leading edge) para este tipo de kite. Estas válvulas de ar do retêm o ar da borda principal, o que dá flutuação ao kite por alguns minutos e uma possibilidade razoável de redecolagem, embora tenha uma maior probabilidade de sucesso para o kite de quatro linhas do que na versão em duas linhas.

Peter Lynn é responsável pela principal contribuição da Nova Zelândia à tecnologia no kitesurf, com o desenvolvimento da pipa de Peter Lynn de 4 linhas “C Quad”. Este kite quasi-moldado (quasi-framed) com aspectos hybridos do kite delta e do kite foil. Com sua borda principal muito fina de única camada, o “C Quad” é muito eficiente no vôo, permitindo bom ângulo no velejo a barlavento (upwind). Os “C Quads” podem somente podem ser redecolados da água em ventos muito fortes ou quando os pés do piloto tiverem tocando o fundo. Em 1999, pranchas derivadas do windsurf e do surf dominaram a cena do kitesurf. As coisas que os kitesurfistas estavam tentando balancear no início eram como montar um equipamento inteiro comparado com os projetos atuais.

Kitesurf é agora delicioso e fácil de usar com respostas naturais que diminui muito da curva de aprendizagem para novatos. Há também um subconjunto significativo das pranchas bidirecionais do kitesurf no estilo do wakeboard disponível. Os usuários escolhem freqüentemente este formato por causa de sua prática no wakeboard ou no snowboard e porque tais pranchas se emprestam mais às manobras expressiva do freestyle.

Enquanto os kitesurfistas ganharam confiança em suas habilidades na estabilidade do vôo do kite, as exigências para a redecolagem do kite perderam influência relativa às demandas de poder e eficiência. Cada último pequeno pedaço de eficiência disponível, medido pela relação do elevação/arrasto (lift/drag), tornou-se importante, porque mesmo os mais modernos kites executam mal o barlavento (upwind) comparando com as velas convencionais do windsurf. Não obstante, Nos dias atuais em que o kitesurf tem amadurecido o ponto da praticidade. Isto é, um kitesurfista pode agora comprar um equipamento e velejar com confiança de uma atividade de lazer, mantendo sua posição na praia a barlavento e elevando os limites de sua performance no freestyle. E além disso, com muito mais gente gastando suas horas pensando desde o despertar sobre este novo esporte, quem sabe sobre as ondas sucessivas de inovação do kite e da prancha trarão?
Que época emocionante nós vivemos...

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